17 Mar 2009
Me incomoda o filme de lançamento do novo (no Brasil) Ford Edge. Ao contrário da campanha do Fusion, que contava a história de seus compradores com uma seqüência de fotografias e tinha como mensagem: você merece ter um Ford Fusion – que eu achei perfeito, o novo do Edge não me agradou tanto.
Ele mostra conceitos tecnológicos em janelas que carregam filmes mais uma vez sobre o passado (ou futuro!) daquele comprador: jogos de golfe e celebrações em um veleiro.
Até aí está bem, pode ser a rotina de alguém que gasta 150 mil reais em um conjunto de lata e pneus – ou pelo menos o estilo de vida que esse almeja. Tudo dentro do previsível. Mas o que diabos faz essa música super contemporânea (e jovem) acompanhando todos os 30s? A JWT pode justificar de qualquer jeito, mas não vejo o público-alvo desse carro tendo algum tipo de afinidade com essa trilha. Nenhuma. O clássico (não o gênero musical clássico) aqui seria muito mais adequado. Um deslize, mas ainda, a montadora brasileira tradicional que melhor vende na televisão.
Pois é... Eu curto a música mas eu ganho 3 mil por mês. Eu senti que eles queriam tirar o foco do público mais velho (45 acima) do seu carrão-chefe que é o Fusion, usando argumentos de que pessoas de sucesso com seus 30 acima são modernas mas jovens e com muito dinheiro. Se eles existem eu ja sou ancião (tenho 31).
A Era do Convencimento www.convencimento.com.br Um blog de Cleyton Arghiropol cleyton@arghiropol.com