09 Nov 2009

Skol

Avaliação

Leitores que me acompanham sabem que eu tenho uma opinião bastante polêmica em relação ao humor nos filmes comerciais. É crença no Brasil que essa prática vende, talvez mais que uma crença, quase uma lei. Publicitários de outros lugares também pensam parecido, mas com certeza, em menor grau que aqui.

Eu acredito fortemente em associações positivas e persuasão forte. Em trabalho inconsciente pesado e exploração de todos os desejos dos consumidores.

O humor pode associar o produto com o prazer? Rindo, a mensagem ou a marca vai ter uma boa assimilação pelo receptor? Talvez sim. Mas será que só isso supera um comercial bem planejado e executado?

Ok, pode ser que filmes bem humorados aumentem o recall do comercial. Isso reverte em venda será?

Ok, o recorrente recall pode fortalecer a marca no longo prazo. Mas será que, novamente, filmes bem planejados e executados não constroem e posicionam marcas e produtos com muito mais eficiência?

Acho realmente que é um ranço da publicidade brasileira. Digo mais, talvez falta competência dos nossos publicitários para fazer filmes realmente eficazes. E piadinha, convenhamos, culturalmente sabemos fazer isso desde que o país se diz país. O Brasil é literalmente uma piada.

Dois comentários finais:
1. É uma nova geração e são novos tempos. A televisão está enfraquecida frente a grande gama de meios no qual o consumidor está disperso hoje em dia, talvez é hora de novas fórmulas.
2. Quer continuar com humor e piadinhas? Quer jogar “seguro” com isso? Faz bem feito! Faz de uma maneira que não comprometa o teu produto. Cuida com as associações que tu irá fazer. Tenha esse carinho com o que tu vende e não subestime a inteligência do teu receptor, por mais desqualificado que ele seja. Dá uma pesquisada nas dezenas (ou até centenas) de comerciais já feitos pela Bud Light nos EUA e aprende a fazer com um humor de situação que não prejudica o produto nem o seu consumidor.

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