03 Feb 2010
Os anunciantes parecem adorar repetir as suas “estratégias”. O que vocês acharam do novo comercial do Fiat Dobló?
Foi o que eu perguntei para a minha querida amiga Natália, que além de muito inteligente, é da área – tem graduação em Publicidade e Propaganda.
Achei que vai ter um bom recall e mostra as duas coisas que o carro pode fazer: pode ser um carro de família, como também um carro de diversão, pelo seu espaço e tal.
Ok. Respeitei o ponto de vista dela, que acredito ser o mesmo de criadores e anunciante. Até aí está bem, mas espera um pouquinho...
Qual é a realidade do dono do Fiat Dobló? A realidade daquele proprietário é que ele está dirigindo para cima e para baixo, carregando os mais diversos itens (para a casa) para dentro desse, convenientemente, espaçoso veículo. Como donos de veículos com bom espaço de carga, que são costumeiramente importunados por pessoas próximas à emprestar o seu veículo, muitas vezes tendo o mesmo a “obrigação” de dirigir, estava assim o rapaz esse de uma maneira bastante “prestativa” ajudando o que parecia ser a sua companheira.
Sabe o que eu estava pensando? Uma vez, duas vezes, três vezes... Sabe o que ele pensou (ou seria surtou)? Em estar faceiro da vida cheio de mulheres e sorrisos indo para qualquer lugar perfeito em felicidades. Detalhe: isso é só o que ele estava pensando!
A realidade no entanto, era ser um legítimo “pau-mandado” da sua mulher, que delira (ela sim) em imaginações para a possível residência desse “feliz” casal. Essa é que a realidade. O que ele quer de verdade, é apenas imaginação! É o que ele está pensando...
A Fiat associa o Dobló com obrigações chatas, relações ruins e com um dono que simplesmente não faz o que quer ou imagina. Simplesmente péssimo! O filme, na minha opinião, é péssimo. Faz um desserviço para o produto.
A sugestão que eu comentei com a Natália foi assim: Mantém a mesma linha estrutural do filme, mas esquece a chata do lado dele montando coisas para a casa. Troca personagem e situação. Coloca aquela loira plastificada de todos os comerciais, fazendo a mesma pergunta, mas associando com “cargas” boas para o motorista: Sabe o que eu tava pensando? Acho que você pegou pouca cerveja. Sabe o que eu tava pensando? A gente poderia levar a Lu junto né meu amor (a morena envernizada amiga dela). E ele todo solícito... Pense agora você. Em como mudaria todo o contexto.
Pior que isso só o comercial, que assistimos no mesmo brake, do Glade Auto Sport que ilumina o pacato usuário que conquista a igualmente abençoada caixa do pedágio com o seu super requintado cheirinho para carros!
Ah, esses brakes...
A Era do Convencimento www.convencimento.com.br Um blog de Cleyton Arghiropol cleyton@arghiropol.com